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05/08/2011

Desafio de Amorim é conquistar cúpula militar


Eliane Oliveira

BRASÍLIA. O ex-chanceler Celso Amorim foi escolhido para assumir o Ministério da Defesa por pelo menos duas razões: sua larga experiência em temas relacionados à segurança internacional e por pertencer a uma carreira de Estado, hierarquizada e disciplinada, semelhante à exercida pelos militares. A opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca poupou elogios ao seu chanceler, também deve ter pesado. Nos bastidores do governo, dizia-se ontem que o grande desafio de Amorim será conquistar a simpatia da cúpula das Forças Armadas.
José Viegas, o último diplomata que assumiu o Ministério da Defesa, não teria conseguido atingir esse objetivo. Nelson Jobim foi o civil que se entendeu com os militares, depois do vice José Alencar.
Amorim pretendia voltar a dar aulas
Aposentado desde 2007 do Itamaraty, Amorim estava concluindo um livro sobre sua experiência nos últimos anos e se preparava para voltar a dar aulas. Decidiu suspender esses projetos e atender ao chamado da presidente Dilma.
Amorim está em João Pessoa, onde participa de um seminário, e só voltará a Brasília segunda-feira, quando se encontrará com a presidente. Ele foi convidado ontem à tarde pela própria Dilma e aceitou.
No governo Lula, Amorim tomou atitudes polêmicas, como a aproximação com o Irã e a defesa veemente de que o país possa ter uma política nuclear. Também tem laços de amizade com os chamados líderes bolivarianos da América do Sul, como o presidente Hugo Chávez, da Venezuela.
Segundo pessoas próximas à presidente, o retorno de Amorim ao governo poderá ser bastante útil em um momento em que o Brasil reforça sua candidatura a uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em conversas reservadas com assessores e, algumas vezes, em palestras dirigidas a pessoas ligadas à área de defesa, Jobim costumava dizer que a candidatura brasileira na ONU corria o risco de cair no vazio, porque o Brasil, ao contrário de outros postulantes, como Índia, Japão e Alemanha, não tem poderio militar.
Jobim também demonstrava preocupação com a fragilidade das fronteiras. No entanto, nunca defendeu publicamente a reforma da ONU e a possibilidade de os brasileiros ganharem mais espaço nas grandes decisões mundiais.
Para Jobim, Itamaraty tinha “inclinação antiamericana”
Além disso, em um dos documentos vazados pelo site Wikileaks, o então ministro Jobim teria dito que havia uma “inclinação antiamericana” do Itamaraty, que, na época, era comandado por Amorim. Em conversa com diplomatas americanos, Jobim também teria dito que o vice de Amorim, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, “odeia os EUA e trabalha para criar problemas na relação”.
Logo que assumiu o Itamaraty, a convite de Lula, em 2003, no auge das fortes medidas de segurança adotadas pelos Estados Unidos, por causa do recrudescimento do terrorismo, Amorim avisou que preferia ser preso a ter de tirar os sapatos em aeroportos, tal como teve de fazer seu antecessor, Celso Lafer, para entrar em território norte-americano.

Indústria nacional fornece farda camuflada de alta tecnologia para FAB


Os uniformes de campanha da Força Aérea Brasileira possuem um exclusivo padrão de camuflagem que dificulta a visualização do militar que se desloca dentro de uma mata ou floresta. O que pouca gente sabe é que, além de ser muito difícil de se ver a olho nu, o uniforme é quase invisível quando focalizado por sistemas de visão infravermelho, ou óculos de visão noturna. “Esses óculos são largamente utilizados em conflitos modernos, e ter a capacidade de não ser visto por eles é uma vantagem operacional importante”, revela o Coronel Intendente Sidney Francisco de Paulo, que participou do processo de implantação do uniforme na FAB.

Para chegar a esse resultado, o tecido, que é produzido no Brasil, passa por um processo químico que confunde os raios emitidos pelos óculos de visão noturna. “Essa tecnologia anti-infravermelho coloca o uniforme da FAB entre os mais avançados do mundo”, explica o Brigadeiro Intendente Eurico Jorge de Lima, subdiretor de abastecimento da FAB. 
Anualmente a Força Aérea fornece cerca de 85 mil conjuntos de uniformes camuflados para seu efetivo. Cerca de 38 mil militares recebem o fardamento gratuitamente em quantidades que variam em função da região do País.

Os militares com grau hierárquico a partir de terceiro sargento adquirem o uniforme exclusivamente nos Postos Regionais de Venda de Fardamento da Aeronáutica, conforme as suas necessidades. Todo o material é produzido e confeccionado por empresas brasileiras e adquirido por meio de licitações.
 









  As imagens acima mostram a farda camuflada a luz do dia e sob visão noturna.

Fonte/Imagens: Força Aérea Brasileira

04/08/2011

Brasil e Colômbia atuarão coordenados na proteção de fronteira


Brasil e Colômbia adotarão mecanismos coordenados para combater o crime organizado e garantir a proteção e defesa dos recursos naturais e da biodiversidade da zona de fronteira amazônica. Os dois países assinam hoje (04/08), na cidade de Tabatinga (AM), um acordo para a criação da Comissão Binacional Fronteiriça (Combifron) e a adoção do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça.
Participarão da cerimônia, pelo lado brasileiro, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro de Defesa Nacional, Rodrigo Rivera Salazar, representará o país vizinho. A iniciativa integra a Operação Ágata, deflagrada pelo Ministério da Defesa no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF).
Lançado pela presidenta Dilma Rousseff no início de junho, o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) prevê a assinatura de acordos com os países que compartilham limites com o Brasil. No dia 26 de julho, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas brasileiras, general-de-exército José Carlos de Nardi, reuniu-se em Lima com o chefe do comando conjunto das Forças Armadas do Peru, general-de-divisão Luis Ricardo Howell Ballena, para informar as bases do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça com a Colômbia.