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16/07/2026

Gripen da FAB estreia em exercício internacional durante o SALITRE 2026 no Chile

F-39E Gripen opera pela primeira vez fora do Brasil em exercício multinacional


A Força Aérea Brasileira (FAB) escreveu um novo capítulo em sua história ao empregar, pela primeira vez, o caça F-39E Gripen em um exercício multinacional no exterior. Entre 29 de junho e 11 de julho de 2026, a aeronave participou do Exercício Multinacional SALITRE 2026, realizado na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no norte do Chile. Considerado um dos principais treinamentos aéreos da América do Sul, o exercício reuniu forças aéreas da região em um cenário de guerra convencional planejado segundo padrões de interoperabilidade semelhantes aos utilizados pela OTAN.

Brasil mobiliza sete Gripen e um destacamento de apoio

Gripens da FAB indo pro Chile - Foto Rodney Adorno

O destacamento brasileiro foi composto por aeronaves do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar, sediado na Base Aérea de Anápolis (GO). A FAB mobilizou inicialmente sete F-39E Gripen para a operação, dos quais seis seguiram para a Base Aérea Cerro Moreno, em Antofagasta, formando o contingente empregado no SALITRE 2026: FAB 4102, 4103, 4104, 4106, 4108 e 4110.

O destacamento também contou com:

  • Um KC-390 Millennium para apoio logístico e transporte de equipamentos;
  • Cerca de 60 militares da FAB;
  • Quatro técnicos da Saab, responsáveis pelo suporte técnico à aeronave durante a operação.

Missões de elevada complexidade

Durante o SALITRE 2026, os Gripen brasileiros participaram de missões que simulavam um conflito aéreo moderno, incluindo:

  • Defesa aérea;
  • Patrulha Aérea de Combate (CAP);
  • Escolta de aeronaves;
  • Sweep (varredura aérea);
  • Combate além do alcance visual (BVR);
  • Combate aproximado (WVR);
  • Operações aéreas combinadas com aeronaves de diferentes países.

As missões envolveram grandes pacotes aéreos (Large Force Employment), exigindo elevado nível de coordenação entre pilotos, centros de comando e aeronaves de diversas nacionalidades.

O primeiro grande teste internacional do Gripen brasileiro

F-16 da FACh e Gripen da FAB durante o exercício CRUZEX 2024

A estreia internacional representou uma importante oportunidade para validar, em ambiente operacional multinacional, os principais recursos do F-39E Gripen.

Entre eles destacam-se:

  • Radar AESA Raven ES-05;
  • Sensor infravermelho IRST Skyward-G;
  • Sistema de Guerra Eletrônica integrado;
  • Enlace de dados tático (Link);
  • Fusão avançada de sensores.

Esses sistemas proporcionam elevada consciência situacional ao piloto, permitindo identificar e compartilhar ameaças em tempo real com outras aeronaves da formação.

Integração entre forças aéreas

O exercício reuniu aproximadamente 1.500 militares e cerca de 60 aeronaves, envolvendo forças aéreas de:

  • Brasil;
  • Chile;
  • Estados Unidos;
  • Argentina;
  • Colômbia;
  • Paraguai.

O principal objetivo foi aperfeiçoar a interoperabilidade entre países parceiros, padronizando procedimentos para operações aéreas combinadas em cenários de elevada intensidade. 

Travessia histórica da Cordilheira dos Andes

F-39E Gripen da FAB retornam após estreia internacional no Chile - Foto Juliano Lisboa

Um dos momentos mais marcantes da operação foi o deslocamento dos Gripen brasileiros até Antofagasta.

Após uma escala na Base Aérea de Campo Grande (MS), os caças cruzaram a Cordilheira dos Andes acompanhados pelo KC-390 Millennium, realizando a primeira travessia internacional da aeronave desde sua incorporação à FAB. As imagens da formação sobre a cordilheira rapidamente ganharam destaque entre especialistas e entusiastas da aviação militar. 

Consolidação operacional

Para o comandante do Esquadrão Jaguar, tenente-coronel aviador Vítor Cabral Bombonato, o exercício proporcionou aos pilotos brasileiros uma experiência única ao operar em grandes formações multinacionais, permitindo o aperfeiçoamento de técnicas, táticas e procedimentos empregados em operações reais.

A participação no SALITRE 2026 consolida a maturidade operacional do F-39E Gripen na FAB e demonstra que a aeronave já está plenamente apta a atuar em operações internacionais de alta complexidade.

Um novo patamar para a aviação de caça brasileira


Mais do que a estreia internacional do Gripen, o SALITRE 2026 simboliza a evolução da capacidade operacional da Força Aérea Brasileira.

Com uma aeronave de última geração, pilotos altamente treinados e crescente integração com forças aéreas estrangeiras, a FAB reforça sua posição como uma das principais forças de combate da América Latina.

A tendência é que, com a chegada de novos F-39E e futuramente do Gripen F biposto, a presença brasileira em exercícios internacionais se torne cada vez mais frequente, ampliando a doutrina operacional e fortalecendo a capacidade de defesa do espaço aéreo nacional.

14/07/2026

Gripen estreia no Exercício Escudo-Tínia 2026 e reforça capacidade operacional da Força Aérea Brasileira

Primeira participação do caça F-39E Gripen no maior exercício de guerra convencional da FAB marca um novo estágio da aviação de caça brasileira.



Anápolis (GO) – A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou entre os dias 11 e 29 de maio de 2026 o Exercício Escudo-Tínia, considerado o principal treinamento de guerra convencional da instituição. Pela primeira vez, o moderno caça F-39E Gripen participou da operação, consolidando sua integração às atividades operacionais de alta complexidade da FAB.

A participação do Gripen representa mais um importante marco no processo de incorporação da aeronave à defesa aérea brasileira, demonstrando sua capacidade de atuar em cenários que simulam conflitos modernos, envolvendo múltiplas plataformas, operações conjuntas e elevado nível de coordenação.

Cenário de guerra de alta intensidade

Durante quase três semanas, o exercício reuniu aproximadamente:

  • Cerca de 2.000 militares
  • Aproximadamente 40 aeronaves
  • 12 unidades aéreas
  • Mais de 1.000 horas de voo

O treinamento simulou operações em ambiente de guerra convencional, exigindo integração entre diferentes vetores da Força Aérea e de outras Forças Armadas.

Segundo a FAB, o objetivo foi elevar o nível de preparo operacional das tripulações e validar procedimentos em um cenário o mais próximo possível de um conflito real.



O papel do Gripen

No Escudo-Tínia, o F-39E Gripen executou diversas missões estratégicas, entre elas:

  • Superioridade aérea;
  • Defesa aérea;
  • Escolta de aeronaves;
  • Varredura aérea;
  • Operações ofensivas e defensivas;
  • Coordenação com aeronaves de alerta aéreo antecipado (E-99);
  • Integração com o cargueiro KC-390 Millennium.

A participação no exercício demonstra a crescente maturidade operacional da aeronave na FAB, que vem ampliando gradualmente seu emprego desde a entrada em serviço.



Integração entre plataformas

Além do Gripen, participaram do exercício diversas aeronaves da FAB, entre elas:

  • KC-390 Millennium
  • F-5M Tiger II
  • A-1M AMX
  • A-29 Super Tucano
  • E-99
  • C-105 Amazonas

As operações envolveram ainda elementos de defesa antiaérea, guerra eletrônica, comando e controle e integração com meios do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil.

Essa interoperabilidade é considerada essencial para enfrentar os desafios dos conflitos contemporâneos.


Evolução operacional do F-39

A estreia no Escudo-Tínia ocorre poucos meses após outro importante marco para o programa Gripen no Brasil.

Em fevereiro de 2026, o F-39 passou a cumprir oficialmente missões de Alerta de Defesa Aérea na Base Aérea de Anápolis, assumindo a responsabilidade pela pronta resposta em caso de violação do espaço aéreo nacional.

Antes disso, a aeronave já havia concluído importantes certificações operacionais, incluindo:

  • Reabastecimento em voo com o KC-390;
  • Emprego do míssil ar-ar Meteor;
  • Disparos reais com o canhão interno;
  • Operações em diferentes cenários meteorológicos.

Esses avanços aproximam o Gripen da plena capacidade operacional prevista para os próximos anos.

Uma nova geração para a defesa aérea brasileira

Desenvolvido pela sueca Saab em parceria com a indústria nacional, o F-39E Gripen representa um salto tecnológico para a aviação de caça brasileira.

Equipado com radar AESA Raven ES-05, sensor infravermelho IRST Skyward-G, modernos sistemas de guerra eletrônica e capacidade de operar em rede, o caça oferece elevada consciência situacional e flexibilidade para missões de defesa aérea e ataque.

Além da modernização da frota, o programa Gripen também impulsiona a transferência de tecnologia para empresas brasileiras e contribui para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.




Análise

A participação do Gripen no Escudo-Tínia 2026 representa mais do que uma simples presença em um exercício militar. Ela simboliza a consolidação da nova geração da aviação de caça brasileira e demonstra que a FAB avança de forma consistente na incorporação de tecnologias capazes de elevar sua capacidade de dissuasão e resposta.

Com a ampliação da frota e a continuidade do programa, a tendência é que o F-39 assuma progressivamente um papel central na defesa do espaço aéreo brasileiro nas próximas décadas.