Estavam em vigor sobre a cidade-sede dos Jogos Mundiais Militares regras específicas que previam áreas onde nenhuma aeronave poderia voar. As denominadas zonas de exclusão aérea incluíam locais próximos das competições e das Vilas dos atletas. Apesar do forte esquema de vigilância, o tráfego aéreo regular não foi prejudicado.
As informações aeronáuticas foram previamente disponibilizadas para aeronavegantes e empresas aéreas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). As medidas são semelhantes às adotadas em outros eventos, como a posse da Presidenta Dilma Roussef e a visita do Presidente dos Estados Unidos ao Brasil, Barack Obama, em março.
Caças F-5EM e A-29 ficaram de prontidão na Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste da cidade, para garantir o cumprimento das determinações. Um avião-radar E-99, capaz de detectar pequenas aeronaves voando em qualquer altitude, também participou da operação. Completavam a força de defesa aérea dois helicópteros H-60 Blackhawk, equipados com metralhadoras M-134 Minigun, que em determinadas situações permaneceram em voo contínuo para agir rapidamente caso fosse necessário atuar para a segurança dos Jogos Mundiais Militares.
Os H-60 Blackhawk operavam a partir da Base Aérea dos Afonsos. Por estar localizado a poucos quilômetros das três Vilas dos atletas e da maioria dos locais de competição, o local se tornou base de helicópteros que desempenhavam diversos tipos de atividades de apoio durante os Jogos Mundiais Militares, que iam da vigilância terrestre até o alerta para missões de salvamento.
Helicópteros Sea King, Esquilo, Super Puma, Blackhawk e Pantera do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira operavam juntos a partir da Base Aérea dos Afonsos. Também partia de lá o avião C-105 Amazonas, que realizava os lançamentos dos competidores de paraquedismo.
Fonte/Imagens: Agência Força Aérea