08/03/2012

Ontem soldado, hoje comandante do Esquadrão Joker

Conheça a trajetória do aviador que assume a responsabilidade pela formação dos pilotos de caça em Natal (RN)

Militar usa experiência de 25 anos de trabalho para comandar esquadrão

O Tenente Coronel Aviador Francisco Cláudio Gomes Sampaio ingressou na Força Aérea em  1987, para prestar o serviço militar obrigatório, no Curso de Formação de Soldados da  Base  Aérea  de  Fortaleza  (BAFZ). Passados  25  anos, o ex-soldado comanda o Esquadrão Joker (2 ° /5 °  GAV). Em entrevista ao NOTAER, conta a sua experiência.

Notaer - Na época, qual a motivação que o levou a servir como soldado?
Ten Cel Av Francisco Cláudio Gomes Sampaio - A admissão como soldado foi uma grande surpresa e modificou significativamente os rumos de minha vida.  A minha intenção à época não era a de prestar o serviço militar. Os meus planos eram totalmente diferentes. Eu cursava Física na Universidade Federal do Ceará (UFC) e nas Casas de Cultura Estrangeira,  ligadas  à  UFC,  estudava alemão, russo e inglês. Meus objetivos eram finalizar a faculdade de Física e tentar um mestrado na Alemanha ou na Rússia, daí o estudo dessas línguas.

A opção pela Força Aérea foi simples e fácil,  por conta da admiração pessoal pela aviação e pelos saudosos AT-26  Xavante que cruzavam diariamente os céus  alencarinos  [como  é chamado quem nasce em Fortaleza]. Já admitido e próximo ao final  do curso,  em  novembro  de  1987,  fiz  o concurso da Academia da Força Aérea e consegui aprovação. Na AFA,  identifiquei a minha vocação como piloto de combate. Após os quatro anos na academia, em 1992, já em Natal (RN), fiz o Curso de Caça no 2 ° /5 °  Grupo de Aviação,  Esquadrão  Joker.  Em  1993, retornei  à  BAFZ,  como  oficial  para iniciar o Curso de Líder de Esquadrilha de  Caça  no  1 °/4 °  Grupo  de  Aviação, Esquadrão Pacau.

Notaer - Como avalia a experiência adquirida durante este período?
Ten  Cel  Av  Cláudio  -  Os  ensinamentos da época de soldado formaram a base cultural, ética e militar que facilitaram a vida como cadete. Assim, as dificuldades de adaptação [no que se refere à parte militar] tornaram-se mais amenas.  Além disso, conhecer a realidade de vida, a rotina, as dificuldades e os desafios por que passam nossos soldados facilitou a minha vida como  oficial,  pois  permitiu-me,  em primeiro lugar, respeitá-los, e também motivá-los em direção ao cumprimen-to de nossa missão constitucional.

Notaer - Agora, no comando da unidade que forma os pilotos de caça, o que muda ?
Ten Cel Av Cláudio - Acredito na educação como forma de mudar a vida das pessoas e de nosso país. O Brasil apresenta-se hoje no cenário mundial como um dos grandes atores globais. Todo este destaque é fruto de nossa capacidade de produção, de nossa consolidada economia, que resistiu brava-mente às últi mas crises econômicas e, sobretudo, da força de nosso povo, que sempre acredita em um futuro próximo com menos desigualdades. Nesse  sentido,  acredito  que  a honra e a responsabilidade de formar os novos pilotos de caça da Força Aérea Brasileira revestem-se de elevada e especial importância e me deixam muito  orgulhoso  de  participar  deste processo de mudança. Os resultados de um trabalho profissional e comprometi do com os ideais de nossos antecessores serão perenes no tempo, por toda a vida operacional desses jovens caçadores  e  ampliarão  a  capacidade operacional  da  FAB,  posicionando-a  em  elevado  destaque  no  cenário mundial em um futuro bem próximo.

Fonte: Notaer

3 comentários:

  1. Sensacional! Exemplo para o povo brasileiro.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Filho de Claudio Mascarenhas de Lacerda, a pedido do Pai, Ex-militar S2 Lacerda companheiro de turma de 1987, parabeniza vitoriosa conquista... (imagem corresponde ao Claudio Lacerda).

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