01/02/2012

Rafale no Brasil?


Rafale no Brasil - O caça da Dassault foi alvo de polêmica no Brasil entre 2009 e 2010. O modelo era o preferido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em negociação para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Lula, na ocasião, ignorou relatório do Comando da Aeronáutica, que avaliou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o melhor para a renovação da frota, além de mais barato - e deu seu aval em favor da compra do Rafale, em um processo de licitação bem menos técnico do que o indiano. Até agora, porém, o governo brasileiro não tomou uma decisão sobre a compra dos jatos. Devido ao aperto orçamentário, a presidente Dilma Rousseff afirmou por diversas vezes que a compra seria postergada. Contudo, no final de 2011, quando o primeiro-ministro francês François Fillon visitou o Brasil, a presidente afirmou que poderia reconsiderar o processo de escolha e voltar a analisar o projeto em 2012.
Quem sabe agora com a Índia adquirindo o caça, as chances da fabricante francesa aumentem consideralvelmente na disputa do FX-2, onde a FAB pretende comprar 36 caças. Muita desconfiança rondava o caça da Dassault, pois perdeu todas as disputas internacionais que concorreu. Sendo vendido apenas para a Força Aérea Francesa e a Marinha, sendo encomendada 272 unidades, o que não dava uma continua escala industrial, muito menos uma garantia de vendas externas.



Emirados Árabes - Antes de ter a resposta indiana e com as negociações congeladas no Brasil, a Dassault apostou suas fichas nos Emirados Árabes - com quem vinha negociando desde 2008. Contudo, essa venda - que já era dada como certa pela companhia - também subiu no telhado. O príncipe da coroa de Abu Dhabi, o Sheikh Mohamed bin Zayed, que também é responsável pelas forças armadas do país, afirmou em novembro que as conversas não avançaram, e que as condições oferecidas pela empresa são "impraticáveis".

Nenhum comentário:

Postar um comentário