Ministro tenta trazer assunto de volta à lista de prioridades para 2014 — mas eleições podem travar escolha do fabricante
Em sua tímida passagem pelo Ministério da Defesa, Celso Amorim quer deixar um 'legado'. Sua pasta foi uma das mais castigadas pelos contingenciamentos ao longo dos últimos três anos. Os recursos liberados pelo governo à Defesa representam, em média, 55% do que a pasta demanda para manter despesas, custeio e investimentos. Sem muito campo para atuar, Amorim quer retomar as discussões sobre o FX-2, o projeto de substituição de aeronaves militares que teve origem há mais de 20 anos e jamais foi levado adiante por um governante. Como as atuais aeronaves usadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), os Mirage 2000, da francesa Dassault, já ultrapassaram todos os limites da recauchutagem e serão aposentadas obrigatoriamente ao final deste mês, o ministro quer aproveitar para fazer do FX-2, também, a sua bandeira.